A hashtag #RIPJKRowling foi a mais públicada no Twitter após autora de Harry Potter se envolver em nova polêmica entenda;

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A hashtag #RIPJKRowling foi a mais públicada no Twitter após autora de Harry Potter se envolver em nova polêmica entenda;


A hashtag #RIPJKRowling foi uma das mais publicadas no Twitter, nesta segunda-feira (14), tornando a escritora de “Harry Potter” um dos assuntos mais comentados no microblog. Assustou muita gente – sobretudo, fãs do bruxinho – uma vez que RIP, abreviação de “requiescat in pace” (em tradução livre, ‘descanse em paz’), é usada para lamentar a morte de alguém. Mas, nesse caso, J.K. Rowling continua vivinha da silva, já sua carreira e relevância têm sido questionada (e mesmo enterrada por alguns) há um tempo, devido a postagens transfóbicas feitas por ela também no Twitter.

A mobilização da hashtag marca a véspera da chegada do novo livro de J.K. Rowling, “Troubled Blood”, que será oficialmente lançado nesta terça-feira (15). Assinado por Robert Galbraith, pseudônimo da escritora britânica, é o quinto livro de uma série com o detetive Cormoran Strike. Na trama, o personagem investiga um homem cis (cisgênera é a pessoa que tem sua identidade em conformidade com o gênero a que foi designado no nascimento; ou seja, conforme seus órgãos genitais) que se veste de mulher para cometer assassinatos em série.

A comunidade LGBTQI+ leu, na composição do vilão, uma provocação da escritora. Há episódios recentes em que J.K. Rowling, sempre de forma provocativa, questionou ou mesmo deslegitimou a luta das pessoas transexuais. Em dezembro do ano passado, por exemplo, ela apoiou uma mulher que fora demitida por tuitar que as pessoas não podem alterar seu sexo biológico, o que configura, no mínimo, uma tentativa de interferência nas liberdades individuais.

Já no mês de junho, ao repostar um artigo com o título “Criando um mundo mais igualitário pós-covid-19 para pessoas que menstruam”, J.K. Rowling questionou, de forma irônica, se as pessoas a que o texto se refere não seriam chamadas de mulheres. Em tradução livre, ela escreveu “‘Pessoas que menstruam’. Tenho certeza que costumava haver uma palavra para essas pessoas. Alguém me ajude? Wumben? Wimpund? Woomud?”, usando, propositalmente, modificações para a palavra “woman” (‘mulher’, em inglês). Nesse caso, J.K. Rowling associou a feminilidade a menstruação, ignorando o debate sobre o que é ser mulher, e invisibilizou as pessoas trans, desfazendo-se do que o artigo apresenta: homens trans que menstruam e mulheres trans que não.


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