J.K. Rowling nega que seu pseudônimo seja inspirado por psiquiatra que defendia conversão sexual

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J.K. Rowling nega que seu pseudônimo seja inspirado por psiquiatra que defendia conversão sexual


J.K. Rowling nega que o pseudônimo usado nos seus livros para o público adulto, Robert Galbraith, esteja relacionado ao psiquiatra americano Robert Galbraith Heath, que defendia a "terapia de conversão sexual" para LGBTs.

Nas redes sociais, muitas pessoas repararam na coincidência dos nomes, e levantaram a possibilidade da autora da saga 'Harry Potter' ter escolhido sua assinatura alternativa para fazer uma homenagem a Heath.

"Caramba. A J.K. Rowling usa o pseudônimo Robert Galbraith. Essa é apenas uma coincidência bizarra?"

"Ok, eu prometi a mim mesma que havia parado até mesmo de pensar Naquela que Não Deve Ser Nomeada. Mas o pseudônimo da J.K. Rowling... Robert Galbraith... É o nome do homem que começou a 'terapia de conversão gay'?"

No entanto, um representante da escritora declarou ao site Metro: "J.K. Rowling não conhecia Robert Galbraith Heath quando escolheu o pseudônimo para seus romances policiais. Qualquer afirmação de que há uma conexão [entre os nomes] não tem fundamento e é falsa".

Em 2013, Rowling explicou ao site The Guardian que decidiu assinar alguns de seus livros como Robert Galbraith para homenagear seu herói político, Robert F. Kennedy, e fazer uma referência ao nome que ela queria ter quando era criança, Ella Galbraith.

Em meados do século 20, Robert Galbraith Heath usou um método conhecido como estimulação cerebral profunda (ECP) para tentar fazer um homem homossexual se tornar heterossexual. Esse e outros experimentos conduzidos por ele acenderam debates sobre práticas antiéticas na área de psiquiatria.

Em junho de 2020, J.K. Rowling recebeu críticas por fazer comentários transfóbicos nas redes sociais; e, em agosto, acabou devolvendo o Prêmio Ripple of Hope, da organização Robert F. Kennedy Human Rights (RFKHR), após a presidente da instituição, apontar que as declarações da escritora "subestimam a identidade" das pessoas trans. Na época, Rowling defendeu que suas publicações anteriores no Twitter não haviam sido interpretadas corretamente, e disse: “Como doadora de longa data a grupos LGBT e defensora do direito das pessoas trans de viverem livres de perseguição, rejeito categoricamente a acusação de que odeio as pessoas trans ou lhes desejo mal”.

A romancista voltou a receber críticas nas redes sociais nesta semana, quando lançou seu novo livro sob o pseudônimo Robert Galbraith, 'Troubled Blood'. Isso porque a obra acompanha um serial killer cisgênero que veste roupas femininas. Até o momento, no entanto, Rowling não se manifestou sobre a controvérsia.

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